Um grupo de cerca de 150 famílias invadiu, neste sábado, parte da área sul da Terra Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins, mas a 30 Km de Marabá. Inicialmente, os indígenas das mais de 50 aldeias da comunidade foram orientados a não entrarem em contato nem em conflito com os invasores, deixando a confrontação com as autoridades judiciais e policiais.
E, de fato, eles apenas alertaram a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), a Polícia Federal, Polícia Militar e o Batalhão de Choque.
Neste domingo (21), o diretor da Funai em Marabá, Carlos Sompré, esteve na área acompanhado de membros das das forças de segurança para conversar com os ocupantes.
Em um comunicado direcionado às comunidades indígenas Parrkatêjê, Gavião Kyikatêjê, Akrãtikatêjê e demais povos da região, Sompré informou que os ocupantes alegam possuir documentação relacionada à área. Segundo o diretor, a situação deverá ser discutida judicialmente. “Conversamos com o pessoal, mas eu sei que não há documentação legítima da parte deles. A terra é indígena e o documento será contestado em juízo”, garantiu Carlos.
Após a visita à área, Carlos Sompré informou que seguiria para Marabá para buscar articulação com a Procuradoria da República. A intenção, segundo ele, é solicitar medidas judiciais ainda no plantão deste domingo para a retirada dos ocupantes. “Eu estou indo para Marabá agora. Vou ver se falo com o plantonista da Procuradoria da República para amanhã cedo ter uma reunião”, pontua.
Carlos disse ainda acreditar que a medida possa avançar rapidamente junto à Justiça. “Eu acredito que até amanhã, ao final da tarde, a gente já está com essa reintegração de posse”, finaliza.
Caso a decisão judicial seja concedida, a expectativa, segundo o diretor, é de que as forças de segurança sejam acionadas para cumprir a determinação.
Ao finalizar o comunicado, o presidente pediu tranquilidade às comunidades indígenas e ressaltou que as autoridades estão acompanhando a situação “Eu peço a todo mundo que fique tranquilo, que nós estamos agindo”, encerra.
Correio de Carajás