Flávio Bolsonaro promete, se eleito, manter bets esportivas e proibir ‘jogo do tigrinho’ e cassino online

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, em agenda no Rio, nesta sexta-feira (25) — Foto: Cristina Boeckel/g1 Rio

O candidato do PL à Presidência da República disse ser contrário a qualquer tipo de aposta, mas afirmou concordar com apostas relacionadas a jogos de futebol

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou, na manhã desta sexta-feira (25) que, caso seja eleito, vai proibir as apostas online. Segundo ele, o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos.

“Vai estar proibido o jogo do tigrinho e vai estar proibido o cassino online”, afirmou Flávio.

O candidato disse ser contrário a qualquer tipo de aposta, mas afirmou concordar com apostas relacionadas a jogos de futebol.

“Eu sempre fui contra os jogos. Sou contra os jogos. Tem que fazer essa distinção muito clara, porque uma coisa é você permitir, como já é permitido no Brasil há décadas, que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar nos jogos que são reais, no jogo de futebol, e mesmo assim tem questionamentos. Sou contra, mas é o que está em vigor”.

Flávio disse que o país vive uma epidemia de endividamento causada pelos jogos online e criticou a regulamentação das bets durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A partir da regulamentação do Lula, ele liberou, deixou de ser contravenção o cassino online, o jogo do Tigrinho, e a consequência está aí, famílias endividadas, achando que isso é um tipo de investimento.”

Avião de Vorcaro

Flávio Bolsonaro voltou a falar nesta sexta sobre a viagem que fez em janeiro de 2025 dos Estados Unidos para o Brasil com a família, a convite do advogado e empresário Willer Tomaz, em uma aeronave administrada por uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

O senador afirmou que a viagem não teve relação com Vorcaro e disse que estava no avião a convite de Willer, que, segundo ele, era o proprietário da aeronave.

“É importante falar que a questão de eu ter viajado no avião do Willer, a convite dele, e estava junto à minha esposa, às minhas filhas, não tem absolutamente nada a ver com o Vorcaro. Se estão partindo da premissa de que ter cota de avião é ser dono do avião, eu viajei com o dono do avião, que é o Willer. Não tem nada a ver com o Vorcaro.”

g1 Rio de Janeiro